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Hipnoterapia Cognitiva

A Hipnoterapia Cognitiva é uma ferramenta utilizada pelo psicólogo especialista em hipnose clínica para otimizar o processo psicoterápico.


A Psicoterapia Cognitivo Comportamental utiliza-se da Hipnoterapia Cognitiva com o objetivo de aliviar o sofrimento do paciente, através das técnicas de relaxamento e respiração. A Hipnoterapia Cognitiva apresenta excelentes resultados no alívio dos sintomas da ansiedade, no tratamento da depressão e das fobias, na ressignificação de memórias.


Durante o processo de hipnose, o paciente permanece totalmente consciente e atinge um estado de relaxamento profundo extremamente prazeroso através da Hipermnésia (acesso as memórias de difícil acesso pela consciência). As respostas de relaxamento e ansiedade são incompatíveis, portanto, a intervenção promove o pareamento necessário para a nova aprendizagem.


A hipnoterapia pode ser utilizada para o tratamento de várias doenças, entre elas: 


compulsão alimentar;

obesidade;

fibromialgia, dor crônica;

depressão;

ansiedade
(Síndrome do Pânico, TAG, etc);

fobias em geral
​​​​​​​(claustrofobia,medos específicos,etc.)

estresse, tiques nervosos;

insônia;

zumbido intermitente;

disfunção da ATM;

enurese noturna e muitas outras. 


A hipnose tem se mostrado uma técnica coadjuvante excelente nos Tratamentos da Infertilidade.


Para que uma pessoa possa se beneficiar da hipnose é necessário que haja permissividade por parte do paciente e confiança no psicoterapeuta.No estado hipnótico o paciente se mantém o tempo todo consciente, com controle e discernimento sobre seus atos, podendo, portanto, interromper o processo a qualquer instante.

ASPECTOS CIENTÍFICOS DA HIPNOSE CLÍNICA

Há alguns anos, o PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons) passou a ser usado para a investigação da hipnose. Os estudos buscam comprovação científica para uma técnica que alcança excelentes resultados na área da saúde, mas que por muitos anos, foi desconsiderada justamente pela impossibilidade de se comprovar cientificamente tais resultados.


Um dos maiores especialistas em hipnose,  o fisiologista italiano Giancarlo Carli,  “A hipnose é um estado de vigília. Ela nada tem a ver com adormecer”. O próprio eletroencefalograma já indicava isso ao registrar as ondas cerebrais. Durante o sono, há ondas bastante típicas, que nunca aparecem nos hipnotizados. Mesmo aqueles que chegam ao grau mais profundo da hipnose  apresentam ondas cerebrais de quem está acordado.”


Apesar de entendermos o que é a hipnose, pouco se sabe como o cérebro chega a esse estado. Há indícios de que uma estrutura cerebral semelhante a uma rede, chamada formação reticular, funciona como elo entre a voz do hipnotizador e a massa cinzenta do hipnotizado. “A formação reticular controla a vigília e o sono e ainda seleciona em que informações devemos nos concentrar”, explica o psiquiatra Fernando Portela Câmara, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.As palavras do hipnotizador, processadas pelo nervo auditivo, alcançam a ponta dessa rede, na base do cérebro, e se espalham por toda a massa cinzenta. Por se tratar de estímulos repetitivos, quando eles chegam no lobo frontal, região atrás da testa, concentram a atenção do paciente em um único foco, inibindo tudo o que está ao redor.


Algumas pessoas são hipnotizadas com mais facilidade do que outras. Segundo o psiquiatra Antonio Carlos de Moraes Passos, da Universidade Federal de São Paulo, qualquer pessoa pode ser hipnotizada. “Mas ninguém entra em transe contra a vontade, mesmo que o hipnotizador queira”.No entanto, mesmo querendo muito, só 10% dos indivíduos alcançam o nível mais profundo da hipnose.

INDUÇÃO AO ESTADO HIPNÓTICO


O paciente deve ficar em uma posição bem confortável. Os especialistas utilizam sons repetitivos ou um tom de voz monótono e repetem frases ou palavras sem parar. O ritmo indicado é o dos batimentos cardíacos.Segundo o psicoterapeuta Carlos Laganá, presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose, “O resultado é melhor quando pronunciamos palavras associadas a relaxamento, ‘sono’, por exemplo”, e esclarece que é impossível prever a duração de um tratamento baseado em hipnose.

Segundo o psiquiatra David Spiegel, da Universidade Stanford, o PET também confirmou outro ponto importante: “Os centros ligados à atenção permanecem ativos”.

TRATAMENTO DE DOENÇAS ORGÂNICAS E FUNCIONAIS


Em doenças em que não existe lesão ou comprometimento da estrutura de determinado órgão (doenças funcionais),a hipnose alcança excelentes resultados.


Neurológicas: Enxaquecas e outras cefaleias crônicas; certas tonturas e vertigens; zumbidos (tinnitus);

Digestivas: Gastrites; dispepsias; obstipações; certas diarreias crônicas (síndrome do cólon irritável); halitose;

Respiratórias: Asmas brônquicas; rinites alérgicas; roncos e apneia do sono;

Genitourinárias: Enurese noturna; incontinência urinária; disúria funcional; dismenorreia; tensão pré-menstrual.

Sexuais: Impotência psicológica; frigidez e vaginismo; ejaculação precoce; diminuição do libido;

Dérmicas: Urticária e outras alergias; doenças de pele associadas a fatores emocionais;

Cardiovasculares: hipertensão arterial essencial, arritmias cardíacas.


Além dessas a hipnose também é indicada em diversas doenças auxiliando no manejo dos sintomas, potencializando ou provendo os recursos de cura do próprio paciente.

Sabe-se hoje da íntima relação do sistema imunológico e fatores emocionais. A prática da hipnose pode predispor o organismo como um todo para a  manutenção da saúde.


Porém a hipnose não deve ser utilizada como tratamento isolado.

O acompanhamento psicológico é de fundamental importância.

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